Midiamax
BUSCA: 
Espaço do Leitor
Espaço do leitor
 Capa

 Últimas Notícias

 Municípios

 Política

 Brasil

 Geral

 Polícia

 Esportes

 Mundo

 Loterias

 Negócios

 Economia

 Agronegócio

 Cultura

 Turismo

 Marketing

 Cinema

 Entretenimento

 Transparência

 Educação

 Emprego

 Gastronomia

 Saúde

 Bastidores

 Pimenta no Reino
Boletim
Receba notícias em seu E-mail
Blogs
 Alex Fraga

 Amor no Singular

 Ana Cavalheiro

 Cozinha de Raízes

 Eugênia Amaral

 Falo Blogo Escrevo

 Festas e Eventos

 João Campos Online

 Nilson Pereira
Articulistas





 Fernando Soares
Mais Lidas
01 Jovem de 24 anos morre em acidente na BR-060 em MS

02 Cantora mato-grossense desaparece em Campo Grande

03 Com muita informação sobre usuários, rede social se torna 'prato cheio' para golpistas

04 Homem quebra vidro de coletivo com soco ao ficar com o pé preso

05 Gafes tumultuam sessão na Assembleia Legislativa

Tempo
Outras Cidades de MS
Acesso Fácil
Faça da Midiamax sua página inicial
Redação
(67) 3324-0082
Enviar E-mail
Entrevista

13/01/2012 22:50

João Botelho: acredito que o poder público demorou muito para fazer um diagnóstico da Santa Casa

Aumentar texto Diminuir texto

Graziela Rezende

Wille Zampieri

Com mais de vinte anos atuando como pediatra no Hospital Santa Casa e diretor do Sinmed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) desde 1998, João Botelho de Medeiros, recebeu o Midiamax para um pape-papo sobre saúde, falta da especialidade nas UPA´s (Unidades de Pronto Atendimento), auditoria e atribuições do sistema público.

Confira a entrevista.

Midiamax - Como pediatra, o Senhor sabe que a sua especialidade médica é essencial. Porque em todo final de ano os hospitais da Capital deixam de se organizar e a falta de médicos se acentua ainda mais?

João Botelho -Talvez não seja uma falta propriamente dita e sim uma acomodação do mercado por parte dos profissionais, que se deslocam para outros lugares, por conta de melhores condições de trabalho e remuneração. E os serviços públicos, que não tem uma organização rápida e sobra de mão-de-obra encontram dificuldade para alocar estes profissionais.

Midiamax - E o que deve ser feito para resolver este problema em Campo Grande e no interior do Estado, onde sempre ficamos sabendo de casos de mães que têm filhos sozinhas ou demoram horas para serem atendidas?

João Botelho - Na questão do interior, o profissional se preocupa mais com a sua qualidade de vida e remuneração de trabalho. Na questão profissional, ele pensa na instabilidade, precariedade de estrutura, suporte e garantias, principalmente nas pequenas cidades onde a descentralização e a municipalização da saúde, associado a Lei de Responsabilidade Fiscal tornaram as prefeituras sem condições de pagar um salário condizente com o que o profissional quer receber. Então é feito um contrato de trabalho e pagam o excedente por fora ao médico. Porém, às vezes muda a prefeitura e já deixa de pagar, então muitos profissionais de deslocam para outros locais e ocorre a atual instabilidade.

Midiamax - As UPA´s (Unidade de Pronto Atendimento) 24h também continuam com atendimento precário. A escala de pediatras é escassa e muitas crianças são atendidas por clínicos gerais, que muitas vezes não realizam o diagnóstico correto de uma possível doença. Há alguma sugestão para melhorar o atendimento?

João Botelho - Teria de ser feito uma organização, porque tem época que tem mais pediatras e época que tem menos. Aumentaram o número de médicos em cada unidade, mas eles deveriam se concentrar em áreas mais críticas de atendimento, além de acontecer mais concursos públicos e não acomodação do sistema público, que deveriam remunerar melhor os profissionais para que eles não percam para a rede particular. Temos vários exemplos na própria Santa Casa, que após melhorar a remuneração dos médicos e estabilizar a contratação dos profissionais, a escala ficou completa e eles conseguiram abrir mais leitos no CTI (Centro de Terapia Intensiva) adulto.

Midiamax - É possível obter um diagnóstico de quantos pediatras passam pela cidade?

João Botelho - É a volta da questão da falta dos profissionais. A contabilização do número de pediatras também é difícil de ser feita na cidade, já que muitos saem da cidade para fazer a especialização, após a residência. Eles saem e voltam depois de cerca de quatro anos ou acabam ficando em outros locais. Outro problema é que muitos pediatras também se deslocam para outras áreas médicas, como Centrais de Regulação Ambulatorial, Auditoria, atribuições dentro do sistema público, que às vezes pagam a mesma coisa, porém o trabalho mais burocrático.

Midiamax -  Com relação a salário, é muito grande a diferença paga na rede particular e pública?

João Botelho - Em Campo Grande, na rede privada, paga-se mais por produção, por atendimento. Na Santa Casa e no Hospital Regional, a remuneração é 30% maior do que a prefeitura. Com experiência de 30 anos na casa, posso dizer que a Santa Casa seria a “rede particular” de pagamento. Na pediatria, temos dois hospitais na rede particular, em que os profissionais devem ganhar 40% a mais do que na rede pública.

Midiamax -  Recentemente o Sinmed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), no qual o Senhor é diretor desde 1998, promoveu um manifesto na UPA Coronel Antonino, com médicos voluntários, para mostrar como seria o atendimento ideal. A população aprovou, mas a reivindicação dos médicos, como melhores salários e regulamentação da emenda 29, foi atendida?

João Botelho - O movimento era de cunho nacional e até agora não mudou nada na questão da remuneração, foi mais para chamar a atenção e seria até impossível mudar alguma coisa, com apenas um dia de manifesto como fizemos. Com relação à emenda 29, ela teve uma evolução, teve alguns cortes e a vinda de recursos que queríamos, não só para os médicos como para a saúde em um todo. Por outro lado, vimos que a área médica tem um vício no setor público, em que o atendimento ambulatorial é feito de maneira muito rápida. O médico resolve momentaneamente o problema.

Midiamax -  Há 20 anos na Santa Casa como profissional, o Senhor sabe por que ainda persiste a imagem negativa deste hospital?

João Botelho - Porque a forma de atendimento persistiu mesmo depois da Junta Interventora. São problemas financeiros, de ambiência e a estrutura do hospital que continua precária. Ainda existem muitos pacientes nos corredores, falta de leitos, tempo de espera no centro cirúrgico e até pacientes crônicos e idosos que ficam muito tempo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ocupando vagas e sendo cuidados até com respiradores manuais, por conta da falta de equipamentos. Acredito que o poder público demorou muito para fazer um diagnóstico da Santa Casa, resolver problemas de dívidas e interferências políticas dentro da organização também foram e são muito fortes.

 

Matéria editada às 20h50 do sábado (14) para correção de dados.

Comentários (3)

18/01/2012 10:14
paulo
O sr acha que o poder público demorou muito?? Tá de brincadeira neh1!Nunca se demorou tanto para se apurar problemas públicos como vem acontecendo,mas, não se preocupem , vai ficar pior.. Creio que o problema não são médicos e sim gestores dos hospitais como sabemos e sempre noticiado na midia..

15/01/2012 23:34
Cleomiro
Aproveitando a entrevista, pergunto porque o ministério publico não investiga a jornada de trabalho dos médicos do CTI pediátrico da Santa Casa. Surpresas serão encontradas!!

13/01/2012 23:31
Tiririca
Pergunto ao Dr João se ele sabe como estão sendo tratados os funcionérios antigos da Sta Casa, enquanto foram criados cargos para os amigos do rei com uma singela gratificação de 2 e 3 mil reais, e os aposentados de lá , que por sinal trabalham e muito são avisados que serão demitidos.

Bastidores
 
Na rua
 
Avenida
 
Lixão
 
Informação
 
Carta branca
 
Correndo
 
Medo do grampo
 
Pão duro
 
Candidato
 
Patrimônio
Charge do dia
Charge
Artigo do dia
Mauri V. Ricciotti
Cachoeiras e Cascatas
Loteria
Mega-Sena pode pagar R$ 14 milhões hoje; veja as dezenas sorteadas