Cinco pessoas, entre Corretores de imóveis, uma comerciante que mora próximo ao Residencial Ramez Tebet e uma proprietária que estaria vendendo o seu imóvel já prestaram depoimento a polícia, após a reportagem veiculada pela emissora TV Guanandi e pelo jornal Midiamax, há uma semana.
“As pessoas confirmaram que realmente existe a venda, porém a simples comercialização de um mutuário não configura o crime de estelionato. É sim um problema administrativo que terá de ser resolvido pela Agehab (Agência Popular de Habitação do Estado de Mato Grosso do Sul), retomando as casas de quem as vende ilegalmente”, explica o delegado Fernando Villa De Paula, responsável pelo caso.
Segundo o delegado, quando uma pessoa compra uma casa por contrato de gaveta, sabendo que o local faz parte de um projeto do governo e que não pode ser comercializado, não é enganada. “A pessoa sabe que só terá a casa em seu nome no final do contrato e então não há crime. A minha obrigação nestes casos é comunicar a Agehab, para que os donos devolvam os imóveis, a serem entregues para quem realmente precisa”, avalia o delegado.