“Acaba a safra e o pessoal que corta a cana é desligado da empresa”, foi assim que o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, justificou a demissão de 349 trabalhadores da Usina de Açúcar e Álcool Santa Olinda, localizada no município de Sidrolândia.
Segundo Hollanda, as demissões é um processo natural no período de entressafras. Ele disse que isso ainda acontece porque nesta unidade a colheita é manual. O presidente explicou que as usinas têm se modernizado e com a mecanização o trabalho vai ficar mais qualificado e isso não vai mais acontecer.
O presidente da Biosul ainda explicou que eles têm procurado qualificar os trabalhadores para que os funcionários se capacitem, possam exercer novas funções e não precisem ser demitidos. “Isso é uma transição”, pontuou.
Ele ainda lembrou que no estado existem 22 usinas energéticas e que o problema ocorreu apenas nesta unidade.
Outro lado
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Açúcar e Álcool de Rio Brilhante, Oviedo Santos, rebateu as declarações de Hollanda. Ele disse que é realmente é normal que haja demissões, mas também é normal que os direitos dos trabalhadores sejam pagos.
Segundo o sindicalista, este processo realmente é natural, mas há funcionários demitidos que não recebem desde dezembro. Ainda segundo ele, os funcionários que foram demitidos não fazem são do corte da cana.
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| Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Açúcar e Álcool |
Oviedo também falou que já acionou a assessoria jurídica do sindicato e está em negociação com gerentes de usinas na região para realocar os funcionários. “A nossa preocupação é garantir empregos a esses funcionários e também seus direitos trabalhistas”, finalizou.