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03/02/2012 13:14

Produtores dizem que demissões em Usina são 'normais', mas sindicato rebate

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Mayara Sá

“Acaba a safra e o pessoal que corta a cana é desligado da empresa”, foi assim que o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, justificou a demissão de 349 trabalhadores da Usina de Açúcar e Álcool Santa Olinda, localizada no município de Sidrolândia.

Segundo Hollanda, as demissões é um processo natural no período de entressafras. Ele disse que isso ainda acontece porque nesta unidade a colheita é manual. O presidente explicou que as usinas têm se modernizado e com a mecanização o trabalho vai ficar mais qualificado e isso não vai mais acontecer.

O presidente da Biosul ainda explicou que eles têm procurado qualificar os trabalhadores para que os funcionários se capacitem, possam exercer novas funções e não precisem ser demitidos. “Isso é uma transição”, pontuou.

Ele ainda lembrou que no estado existem 22 usinas energéticas e que o problema ocorreu apenas nesta unidade.

Outro lado

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Açúcar e Álcool de Rio Brilhante, Oviedo Santos, rebateu as declarações de Hollanda. Ele disse que é realmente é normal que haja demissões, mas também é normal que os direitos dos trabalhadores sejam pagos.

Segundo o sindicalista, este processo realmente é natural, mas há funcionários demitidos que não recebem desde dezembro. Ainda segundo ele, os funcionários que foram demitidos não fazem são do corte da cana.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Açúcar e Álcool

Oviedo também falou que já acionou a assessoria jurídica do sindicato e está em negociação com gerentes de usinas na região para realocar os funcionários. “A nossa preocupação é garantir empregos a esses funcionários e também seus direitos trabalhistas”, finalizou.

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