Traficante de drogas e com armamento pesado, Mari Lurdes de Carmem Siqueira, 32 anos, saiu do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros) há instantes e foi encaminhada ao Presídio Feminino.
Embora questionada e não ter confessado crime algum em depoimento ao delegado Márcio Shiro Obara, a polícia investiga várias participações em roubos e até o fornecimento da sua pistola e munições em crimes cometidos na Capital.
“Por conta da pistola Huger 9mm, 89 munições, quatro carregadores, celulares e até uma motocicleta Honda Biz licenciada em nome falso, Mari foi encaminhada ao Garras. Porém, ela já estava sendo investigada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate as Organizações Criminosas). Ela disse que a arma, adquirida no Paraguai, seria para sua segurança pessoal e confessou o nome falso, alegando apenas querer ter ‘uma vida normal’”, explica o delegado.
Em sua posse, a polícia apreendeu o RG falso, em nome de Mariana Cristina Rodrigues da Costa e mais sete cartões de crédito de bancos e lojas, na qual ela fez diversas compras e estaria pagando corretamente. Como profissão, a autora possuía registros de Manicure, Costureira e até Confeiteira.
“Como ela fez o documento falso para ‘ter uma vida normal’, pagava as contas e não deu golpe em ninguém, Mari Lurdes será indiciada apenas por uso de documento falso e não estelionato, o que é mais comum em outros casos. Temos uma informação de uma participação dela em um caso de um confronto com a polícia, mas ainda não é nada concreto e por isso continuamos as investigações”, afirma o delegado.
Flagrante
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi abordada na Rua Ezequiel Ferreira de Lima esquina com a Avenida Ernesto Geisel, na segunda-feira (6), por policiais do Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais). Ela estava foragida do presídio feminino semi-aberto desde 2010
Ela apresentou o documento falso e na sua casa, escondido em meio a pertences pessoais no guarda-roupa, a polícia encontrou diversos celulares, uma balança de precisão, utilizada para o tráfico de drogas e o armamento acima descrito.
Irmão bandido
A autora é natural de São Miguel do Oeste, cidade do Estado de Santa Catarina, onde o irmão também nasceu e está preso. O delegado Márcio Shiro Obara não confirmou a ligação dela com o irmão, no sentido de ordenar comparsas soltos a cometerem crimes, como foi divulgado na imprensa.
Em depoimento, Mari alegou nem manter contato com Mauri Siqueira, 38 anos. Ele cumpre pena por roubo e tráfico de drogas no presídio de Segurança Máxima, Jair Ferreira de Carvalho, além de ter passagens policiais por crimes de receptação e homicídio doloso.
| Amparim Lakatos |
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