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Cultura

09/02/2012 18:17

Possível mudança em regulamento provoca polêmica entre escolas de samba

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Mariana Lopes

Às vésperas do desfile de Carnaval, as escolas de samba de Campo Grande levantam polêmica sobre o regulamento da Liga das Entidades Carnavalescas (Lienca). O problema está em dois pontos: a ordem que as escolas entram na avenida e o fato de a bateria da Os Catedráticos do Samba e da Deixa Falar ser 100% a mesma.

O argumento da Igrejinha e Vila Carvalho, principais envolvidos da discussão levantada, é de que a liberdade dada às escolas de poderem escolher o dia que preferem desfilar foi um benefício oferecido pela Liga, assim como deixar que as outras duas agremiações desfilem com a mesma bateria.

Porém, o presidente da Lienca, Eduardo Souza Neto, afirmou que o regulamento foi feito com a assinatura de todos os presidentes das escolas de samba que estavam presentes na reunião que definiu as normas. “Está lavrado em ata, se a Igrejinha e a Vila Carvalho não compareceram, não têm o direito de reclamar a essa altura do campeonato”, contrapõe.

Ainda nesta quinta-feira (9), a Liga fará uma reunião com as nove escolas da Capital para decidirem se haverá ou não a mudança no regulamento. “Só será modificado se houver consenso entre as escolas, caso contrário, permanecerá o que já foi decidido”, garante Eduardo.

Bastidores

Na tarde de hoje, a presidência da agremiação Os Catedráticos do Samba convocou uma coletiva para declarar a revolta em relação ao que está acontecendo. Para Elvis Pulquério, vice-presidente da escola, os pontos levantados são apenas para tentar prejudicar o Carnaval.

“O que eles querem é colocar a Catedráticos e a Deixa Falar para desfilarem no mesmo dia e prejudicar a gente, mas não vão conseguir, vamos brigar para permanecer o regulamento”, afirma Elvis.

Sobre a bateria, ele defende que essa prática é comum. “As escolas sempre se ajudam, é comum ter os mesmos ritmistas saindo em mais de uma escola”, afirma.

Enquanto isso, o presidente da Deixa Falar, Salvador Dódero, mostra que o nome da escola não foi dado por acaso. “Estamos deixando o povo falar, queremos apenas fazer nosso espetáculo na avenida, e é isso que vamos fazer, Campo Grande vai conhecer um Carnaval de verdade”, firmou ele no dia do lançamento do Carnaval 2012.



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