As 92 escolas da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande estão prontas para receberem, a partir desta quinta-feira (09), quase 82 mil alunos, exatos 81.220 estudantes distribuídos em 2.811 turmas, nos turnos matutino e vespertino. Para absorver uma demanda de quase 11 mil novos alunos, a prefeitura abriu 123 turmas no Ensino Fundamental e dobrou a oferta de vagas na Educação Infantil (para crianças entre 4 e 5 anos) de 194 para 350 turmas, sendo 172 no Pré-Escola II (crianças de 5 anos), que até 2011 era oferecida apenas nos Centros de Educação Infantil. Ainda neste mês começa a entrega dos kits escolares, além dos uniformes, mochila e tênis.
Este número de matrículas confirmadas na Reme é parcial, tanto que esta quantidade de alunos é menor que a de 2011(quando foram computados 82.592 estudantes). Como há pais que ainda não confirmaram a pré-matrícula, nos próximos dias esta totalização certamente sofrerá ajustes.
Uma das preocupações, segundo o prefeito Nelson Trad Filho, foi seguir rigorosamente as normas da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) em relação ao número máximo de alunos por sala conforme a série. Do 1º ao 5º ano, por exemplo, são 30 alunos por turmas, caindo para 25, na eventualidade de haver alunos com deficiência física. Do 6º ao 9º ano, o limite é 37 alunos e na pré-escolar, varia entre 22 e 25 alunos, reduzindo-se a 19, quando há portadores de deficiência física.
No ensino fundamental o número de turmas passou de 2.688 para 2.811, com abertura de 123 turmas, além de 156 novas turmas na educação infantil.“Esta adequação é importante para garantir melhor nível de aproveitamento dos alunos”, avalia o prefeito . Ele lembra que um levantamento da Frente Nacional de Prefeitos, referente a 2010, mostrou Campo Grande como a segunda Capitaal do Centro-Oeste que mais investiu em educação, R$ 357,2 milhões naquele ano, atrás apenas de Goiânia (que aplicou R$ 434 milhões) uma cidade mais populosa (tem 1,3 milhão de habitantes, ante os menos de 800 mil da capital sul-mato-grossense).
Em sete anos, foi reforçada a autonomia financeira das escolas. Houve um aumento de 275% no valor dos repasses que saltaram de R$ 2.342.732,00 (em 2005) para R$ 8.785.285,19, no ano passado. O custo per capita anual por aluno passou de R$ 1.400,00 para R$ 4.253,50, na área urbana. Na área rural o custo passou de R$3.100.00 para R$ 7.181,00.
“Estamos investindo não só na expansão da rede física, mas principalmente, na valorização do grupo magistério com reajustes salariais, pagamento em dia, cursos de atualização e requalificação”, destaca o prefeito. Ele lembra que em 2005, 844 professores tinham pós-graduação, hoje são 2.991. Em sete anos o município financiou a especialização de 1.901 profissionais.
O reflexo deste investimento é a melhoria de desempenho dos alunos. O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos anos iniciais passou de 4,2 para 5,2 e dos anos finais, saiu de 3,7 para 4,8. O índice médio de aprovação passou de 76,83% (em 2005) para 91,47%; a reprovação caiu de 7,62% para 2,85% e a evasão escolar, de 15,15 para 5,67%.
A qualidade do ensino foi determinante para que o número de alunos crescesse de 68.855 em 2005, para 82.592 no ano passado. Em março, começa a funcionar a Escola Municipal Celina Jallad, com 10 salas de aula, no Residencial Oiti. Já foi licitada a construção de uma escola de 20 salas de aula no Loteamento Varandas do Campo.