Mesmo sem aliados, o PT está decidido a entrar na corrida pela sucessão da Prefeitura de Campo Grande nas eleições de outubro. Hoje, PP, PDT e PSD – partidos mais próximos dos petistas – também estão de olho na sucessão e apresentam pré-candidatos. “Vamos para a disputa nem que for preciso lançar chapa pura”, declarou o deputado federal Vander Loubet, nome de consenso do PT para concorrer na eleição.
A possibilidade, inclusive, é a favorita de Vander. “Sou contra uma eleição mano a mano com o grupo do governador (André Puccinelli)”, comentou. Para ele, a oposição tem mais chances de levar a disputa para o segundo turno entrando pulverizada na batalha eleitoral. “Até junho, os partidos de oposição vão sentar para avaliar se é melhor lançar várias candidaturas ou uma única”, adiantou.
Ainda em defesa da tese de várias candidaturas, o deputado considerou ser mais fácil “enfrentar a máquina da prefeitura e do Governo do Estado” com várias opções de voto para o eleitor no pleito. “Se o Reinaldo Azambuja (pré-candidato do PSDB a prefeito) e pelo mais dois partidos da oposição entrarem na disputa, levamos a eleição para o segundo turno”, apostou.
Hoje, pelo PDT , o nome mais cotado para concorrer à sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) é do ex-deputado federal Dagoberto Nogueira. Pelo PP, o deputado estadual Alcides Bernal (PP) está de olho na disputa. O PSD, por sua vez, aposta na candidatura do ex-suplente de senador Antonio João Hugo Rodrigues.
Já os governistas estão divididos entre as pré-candidaturas dos deputados federais Edson Giroto (PMDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Siufi (PMDB). O plano do governador é acabar com o impasse sobre a escolha do candidato até março.