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Geral

08/03/2008 10:12

Índios de Douradina invadem fazenda em Rio Brilhante

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Dourados Agora/JP

Um grupo de 128 índios das etnias guarani e caiuá invadiu a Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança, localizada a oito quilômetros de Rio Brilhante. Um dos sete proprietários da área rural é o advogado douradense Mário Cerveira, que entrou ontem com um pedido de reintegração de posse. De acordo com o advogado, a informação de que os índios teriam invadido a fazenda chegou até o seu conhecimento no último dia 29.

O grupo teria invadido a área de 430 hectares, por meio de uma lavoura de soja. No dia seguinte, o proprietário registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Rio Brilhante. O clima é tenso. De acordo com o advogado, ele e o funcionário da fazenda estão impedidos de se aproximarem. Com isso, segundo Cerveira, os trabalhos de remanejamento do gado estão comprometidos.

Ele teme prejuízos. “Não gostaria que houvesse derrubada de árvores para a retirada da madeira ou sumiço de animais silvestres que estão dentro da mata”, disse, observando que no local existe o plantio de 120 hectares de arroz, mata e áreas de pastagens. O proprietário alega que houve uma tentativa de negociação entre ele e a Funai. “Entrei em contato com a diretoria da fundação, que prometeu tomar providências. Diante de um possível impasse entre a própria Funai com os indígenas acerca de negociação, fui obrigado a apelar para o Ministério Público”, explica.

A diretora da Funai em Dourados, Margarida Nicoletti, disse que está encaminhando um documento para Brasília solicitando a avaliação de um antropólogo no local invadido. “O grupo acredita que as terras que eles ocuparam pertenciam a seus antepassados. Somente com avaliação de um profissional é que será possível afirmar qualquer hipótese”, explica.

Nicoletti, disse que esteve com os 128 indígenas, na última quinta-feira, para buscar um acordo. “Eles estão no local porque se dizem cansados de esperar por uma decisão da justiça na recuperação das terras que eles acreditam pertencer à comunidade. Segundo eles, este é um meio de apressar o processo”, conta, informando que o grupo saiu de aldeias de Douradina.

Margarida disse que não notou nenhum tipo de depredação ou prejuízos no local e que vai aguardar orientação da presidência da Funai em Brasília.

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