O deputado estadual do Rio de Janeiro Natalino José Guimarães, acusado de integrar milícia carioca, pode deixar o Presídio Federal em Campo Grande. Os destinos de Guimarães e outros três milicianos, que se encontram no estabelecimento penal da Capital, devem ser decididos em julgamento, marcado para 13h30 desta segunda-feira (17) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, conforme despacho da desembargadora Maria Henriqueta Lobo. No dia 6 deste mês, dez envolvidos na milícia conhecida como “Liga da Justiça” foram transferidos para o Presídio Federal em Campo Grande.
A quadrilha começou a ser investigada em 2005, na 1ª Vara de Campo Grande desse tribunal. De acordo com o TJ do RJ, o grupo é acusado pelo MPE (Ministério Público Estadual) de exigir dinheiro de motoristas de vans e kombis, comerciantes e moradores dos bairros de Campo Grande, Guaratiba, Paciência, Cosmos e Santa Cruz, em troca de "proteção" contra a atuação de criminosos da região.
A quadrilha, formada por políticos e policiais, também é acusada de outros crimes, como homicídios, tráfico de drogas, prática de tortura, ameaças de morte, tráfico de armas e exploração de máquinas caça-níqueis. Entre os nomes que constam do processo, estão o do policial militar Luciano Guinâncio Guimarães, filho do irmão de Natálio, o vereador conhecido como Jerominho (também preso), Fábio Pereira de Oliveira, Júlio César Pereira da Costa e Moisés Pereira Maia Júnior.
Em seu despacho, desembargadora Maria Henriqueta Lobo, relatora, afirma que Natálio fora transferido para Campo Grande em razão de alegação da defesa de que o acusado estaria sendo submetido a tratamentos degradantes em seu local de custódia no Rio de Janeiro. O MPE, no entanto, pede o “imediato retorno” do deputado.
Há um julgamento, marcado para a tarde desta segunda-feira, onde possivelmente será decidido o local de prisão de Natálio e outros acusados. Neste processo, constam os seguintes denunciados: Natalino José Guimarães, Luciano Guinâncio Guimarães, Fábio Pereira de Oliveira e Moisés Ferreira Maia Júnior – estes estão no Presídio Federal de Campo Grande, segundo confirmou uma agente do estabelecimento. Também serão ouvidos: Rogério Alves de Carvalho e Júlio César Pereira da Costa.