Universitários, professores de jornalismo e jornalistas participam neste momento na Praça do Rádio, do ato público em defesa do diploma na área como condição para se exercer a profissão.
Amanhã (1), os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) o julgam o Recurso Extraordinário (RE) nº 511961 que questiona este direito constitucional.
Em Campo Grande O manifesto em prol do diploma reúne cerca de 200 pessoas. O Sindjor/MS (Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul) organiza um abaixo assinado que será encaminhado para Brasília.
O manifesto conta com o apoio de universidades da Capital com a UCDB, Uniderp, UFMS e Estádio de Sá.
O coordenador do Curso de Jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Gerson Martins não demonstra otimismo com relação à decisão dos ministros do STF. Segundo ele, é difícil que o STF volte atrás, mas se um dos ministros pedir vistas ao processo aumentam as chances do diploma ser prerrogativa para o exercício da profissão.
O presidente do Sindjor/MS, Clayton Sales tem esperança que com essa mobilização os ministros possam mudar de idéia.
A animação da mobilização na praça do rádio fica por conta da banda de universitários Delei. Estão previstas, apresentações dos cantores Celito Espíndola e Gilson Espíndola,
No palco onde ocorrem as apresentações musicais o Sidjor colocou uma faixa com dos dizeres “Jornalista de mentira reforma a verdade”, reforçando assim a campanha nacional organizada pela Fenaj (Federação Nacional de Jornalismo).
Estados como São Paulo, Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Paraná também promovem manifestações como está.
Hoje a APIJOR (Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais) voltou a defender a exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Para a entidade, “a exigência do diploma em jornalismo está em consonância com a Constituição. Mais do que isso, está em consonância com a necessidade de um jornalismo feito com ética profissional, com autonomia e com responsabilidade”.
A diretoria da Fenaj está estimulando todos os sindicatos a retomarem, com intensidade, as manifestações em defesa do diploma e do jornalista formado como uma garantia para a sociedade. A expectativa da federação é uma dos ministros peça vistas no processo, adiando o julgamento e possibilitando uma maior mobilização.
O STF também decide nesta quarta-feira se a Lei de Imprensa (Lei 5.250/67) é incompatível com a Constituição de 1988 ou pode ter alguns dispositivos preservados. A tendência é que a maioria dos 77 artigos do documento, elaborado durante o governo militar, sejam eliminados. Acatando a decisão do ministro Ayres Britto, em 27 de fevereiro do ano passado, 22 artigos já foram suprimidos. Mas o mérito ficou para esta semana.