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Geral

26/06/2009 16:08

ALL multada em R$ 550 mil por vazamento de óleo

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João Prestes


A ALL (América Latina Logística), arrendatária da estrada-de-ferro que corta Mato Grosso do Sul desde Três Lagoas a Corumbá, bem como do ramal para Ponta Porã, foi multada em R$ 550 mil pela PMA (Polícia Militar Ambiental) por armazenar combustível sem licença ambiental e pelo derramamento de grande quantidade de óleo diesel no local de abastecimento das locomotivas.

O flagrante aconteceu no pátio da empresa em Três Lagoas, ontem. Policiais militares ambientais receberam denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias feita à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.

Os policiais foram até o pátio da ALL e flagraram um tanque de armazenamento de óleo diesel. Segundo a PMA, foi solicitada a licença ambiental para armazenar combustível e a informação é de que o documento não existe.

No local os policiais perceberam que houve um grande derramamento de combustível, provavelmente ocorrido durante o abastecimento das locomotivas e veículos. Os policiais então lavraram a multa de R$ 550 mil e a empresa ainda pode responder na Justiça por crime ambiental.

Dívidas

Essa multa pode ser insignificante perto do prejuízo que a ALL declarou no balanço do primeiro trimestre do ano: R$ 22,6 milhões. Um ano antes o saldo negativo era de R$ 300 mil, segundo a própria contabilidade da empresa.

Apesar disso, a empresa prometeu recuperar os 240 quilômetros de ferrovia entre Miranda e Corumbá para efetivar o retorno do trem do Pantanal, que por enquanto só vai até Miranda. As obras devem consumir cerca de R$ 100 milhões.

A ALL opera 21.300 quilômetros de malha ferroviária e 1.060 locomotivas. No balanço de abril revelou receita líquida consolidada de 554,5 milhões de reais, expansão de 8,5 por cento na mesma comparação. A empresa manteve expectativa de crescimento de volume de cargas entre 10 e 12 por cento no Brasil este ano. Apreensão Em fevereiro, o Gaeco, um braço do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, apreendeu seis vagões de uma composição da ALL cheios de combustível, alegando que o produto não tinha nota fiscal, o que caracterizaria crime contra regime tributário estadual.

O Gaeco abriu investigação contra a empresa.

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