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Geral

27/06/2009 13:00

Venda de fogos cresce, e também os riscos de acidentes

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Alessandra Carvalho


A venda de fogos de artifícios aumentou em 60% nos últimos dias em Campo Grande, em comparação com o montante vendido em outras datas festivas, como Natal e Reveillon, disse o dono da loja mais conhecida que comercializa esses produtos na cidade, Policarpo Matias, 74. E junto com a alegria da festa vem a preocupação com a segurança, já que acidentes com fogos causam graves ferimentos e podem levar à morte.

Na loja de Matias há fogos para todos os bolsos, de R$ 0,25 a R$ 15, enquanto um kit com vários tiros é comercializado a R$ 15 e até R$ 30. Para bancar um show pirotécnico com sete minutos de duração o cliente precisa pagar R$ 11 mil. Esse valor é alterado conforme as exigências do cliente.

Os fogos mais procurados são os que vêm em kits e na maioria das vezes os mais caros. A loja faz algumas exigências na compra dos produtos, como cada categoria permitida para compra. As categorias A e B são permitidas para menos de 18 anos, já a categoria C somente para maiores de 18 anos e a categoria D é comercializada para técnicos.

“O uso e manuseio de fogos de artifícios por pessoas desqualificadas e despreparadas pode acabar em acidentes e no pior dos casos em tragédias. Infelizmente as pessoas não olham o manual de instruções que está na própria caixa. E na alegria, acaba pegando o rojão e segurando do lado errado [onde fica a pólvora] e com isso acontece o acidente. Sempre orientamos as pessoas no momento da compra: bebida e fogos não combinam”, diz Matias.

Segundo ele, é possível perceber quando o cliente não tem muita habilidade para manejar o produto. "Ele chega pedindo: quero um que faz barulho e que seja barato. Tenho que explicar como utilizar os fogos. As crianças não podem brincar com os fogos da categoria C”, exemplifica.

A loja de Matias oferece uma variedade de 800 a 900 tipos de fogos e estava cheia na manhã desse sábado. Entre os clientes estavam o aposentado José da Cruz, que levou o filho João Victor, de 10 anos, para comprar bombinhas e estalinhos para animar a Festa de São Pedro na casa de amigos. “O que vale é comemorar, brincando, dançando, comendo e bebendo. Muitos podem afirmar que festa junina sem rojões e balões não têm a menor graça. É claro que o colorido dos balões e a beleza das luzes dos fogos fazem com que a festividade seja mais interessante, mas o risco que muitos correm com a introdução desses divertimentos é realmente sério”.

O engenheiro civil Marcos Duarte participa todos os anos da tradicional Festa Junina de São Pedro. “Temos que verificar que tipo de fogos as crianças podem ter acesso. Assisto sempre em jornais as pessoas perdendo o dedo ou a mão por bobeira. Por falta de instrução. A bebida e a falta de instrução acaba em acidente”.

Orientação

O Corpo de Bombeiros orienta à população para ter muito cuidado ao manusear fogos de artifícios para evitar acidentes. Segundo o capitão Artemison Barros, da DST (Diretoria de Serviços Técnicos) do Corpo de Bombeiros, os cuidados devem especialmente redobrados com artigos que são comuns neste período do ano. “Os fogos são identificados por classe: as bombinhas, por exemplo, que se enquadram na classe A, com até 0,020 quilogramas de pólvoras, podem ser utilizadas por crianças acima dos 12 anos, acompanhadas pela supervisão de um maior”.

Barros orienta para que as pessoas não utilizem garrafas pet, tijolos ou outros materiais com pequenas dimensões, pois a explosão pode produzir estilhaços, causando ferimentos graves. Já os fogos pirotécnicos, com quantidades maiores de pólvoras, conhecidos como rojão, devem ser manuseados por maiores de idade com certificado de operador de fogos, fornecido pela Polícia Civil.

Acidentes

Em caso de acidente em que a vítima sofra queimaduras, a recomendação é manter a vítima calma e entrar em contato imediatamente com os bombeiros, através do fone 193.(Com informações de Ítalo Milhomem)

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