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Polícia

13/07/2009 13:27

Censura judicial 'protege' apenas 1 dos Uemura

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Celso Bejarano Jr.


Decisão da juíza Dileta Terezinha Thomaz, da 1ª Vara Criminal de Dourados, divulgada no domingo à noite, censurando a publicação na imprensa de detalhes da investigação acerca da Owari, a operação da Polícia Federal que pôs na prisão 42 pessoas por participação no suposto esquema de fraude em execuções dos serviços públicos, licitação entre os quais, favorece apenas um dos envolvidos, Eduardo Uemura, filho do empresário Sizuo Uemura, apontado pela PF como o chefe da trama.

Esta medida surgiu por solicitação de um dos advogados de Eduardo, segundo disse a magistrada ao jornal MS Record, que foi ao ar por volta das 11 horas da manhã desta segunda-feira.

O defensor pediu que seu cliente fosse tirado do foco da mídia no domingo à noite, na casa da magistrada, segundo ela disse ao jornal.

A mãe, o pai e um irmão de Eduardo foram detidos na operação, acontecida na semana passada. Hoje, apenas Eduardo, o irmão, o pai e um empregado da família Uemura permanecem detidos no presídio Harry Amorim, em Dourados. Já o restante conquistou liberdade por determinação do Tribunal de Justiça sul-mato-grossense.

A juíza que determinou a prisão dos 42 implicados disse que a proibição de publicações de detalhes da investigação, transcrição de escutas telefônicas, dura até a conclusão do inquérito e que, após esta fase da investigação, o processo segue sem qualquer sigilo. A PF informou na semana passada que o inquérito ficaria pronto em dez dias.

De acordo com a investigação da PF, a família Uemura, dona de um dos maiores patrimônios da cidade de Dourados, segunda potência econômica de MS, dominava as licitações que envolviam as prefeituras da região Sul do Estado, principalmente Dourados, Ponta Porã e Naviraí, há pelo menos quatro décadas.

Por meio de grampos telefônicos autorizados judicialmente, os investigadores descobriram que a família corrompia servidores, ameaçava concorrentes e atraia a participação de políticos da região.

Tanto que durante a apuração do esquema, que durou ao menos dois anos, a polícia descobriu a suposta participação de servidores públicos, vereadores, empresários e de dos vice-prefeitos. Saiba mais em notícias relacionadas, logo abaixo.

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Comentários (2)

18/07/2009 15:02
aparecida araujo
nicegirlfrombr@hotmail.com
MM Juíza, a investigação creio eu, deve ser sigilosa, mas secregdo de justiça, para proteger quem??? o prefeito ou os investigados!!!

18/07/2009 14:59
aparecida araujo
nicegirlfrombr@hotmail.com
Será mesmo que os Uemura, devem ser investigados??? a familia UEMURA é tradicional em nossa cidade...de que "buraco", saiu esse tal ARY ARTUZZI???, Seráq que morar no Jardim Canaã, é sinonimo de pobreza??? ou uma farsa???!!!....

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