| Divulgação/Valfrido Silva |
 |
| Márcia Fagundes, chegando presa à PF |
Márcia Geromine Fagundes, assessora especial do prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PMDB), estaria morando de graça numa casa de Sizuo Uemura, chefe de organização criminosa, segundo relatório parcial da Polícia Federal que ficara conhecida como operação Owari. Ela fora uma das 41 pessoas presas durante a investida policial, ocorrida no dia 7 deste mês. Já está solta por determinação do Tribunal de Justiça sul-mato-grossense.
Nas escutas telefônicas a PF descobrira que a documentação do imóvel habitado por Márcia desde dezembro passado, seria transferido para o nome da assessora de Artuzi. “... cada vez mais estreita a relação entre Márcia Geromine, assessora direta do prefeito da cidade, e os Uemura. Esta aproximação pode acarretar, e provavelmente já acarretou uma troca de benefícios entre os dois, e o único benefício que
Márcia pode oferecer a Sizuo são as facilidades junto à prefeitura de Dourados, como, aparentemente, já acontece”, escreveu o delegado da PF, Bráulio Galloni, no relatório parcial da operação Owari, “ponto final” em japonês, documento obtido pelo Midiamax.
Márcia já havia sido beneficiada com “pequenos mimos”, pela família dos Uemura, como afirma a PF no relatório.
Helena, mulher de Sizuo levou consigo a assessora até o Paraguai, onde fez compras e deu presentes a ela como uma bolsa considerada pela favorecida como “cara”.
Uma das filhas de Sizuo, Maísa, numa conversa com um irmão seu fez uma alerta, conforme diálogo captado por meio do grampo telefônico. Ela disse que o interesse de Márcia Geromine era pelo “dinheiro”.
A casa onde mora Márcia seria de um certo Paulo, que perdera o imóvel aos Uemura por não quitar uma dívida de valor não revelado no relatório da PF.
Pelos diálogos, o grupo de Sizuo preparava um jeito de transferir a casa em nome da assessora especial. A transação surgiria por meio de empréstimo na Caixa Econômica Federal.
Um dos emissores de Sizuo orienta Márcia a abrir uma conta no banco e afirma ainda que já havia pago R$ 310,00 à Caixa pela avaliação que a agência financeira fez do imóvel em questão.
Outro favor que Márcia pode ter conquistado por meio da ligação com os Uemura: a mãe dela teria sido empregada numa das empresas de Sizuo, não para trabalhar ou receber salário, mas, sim, para ser incluída num convênio médico.