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20/08/2009 11:30
Agosto mais chuvoso em 4 décadas alaga cidade
 
Jacqueline Lopes

A chuva que veio para amenizar o tempo seco do inverno e frear as doenças respiratórias mais uma vez evidenciou um problema urbano de alguns bairros periféricos da cidade: a falta de drenagem.

Já são 22 horas de chuva na Capital e até às 10h40 o volume total desde o dia 17 de agosto já superava em 143% a marca histórica dos últimos 40 anos, segundo o meteorologista Natálio Abraão. Em todo o período foram 93,6 milímetros sendo que a média de quatro décadas é de 38,1 milímetros.

O Midiamax esteve no Bairro Dom Antônio, onde a falta de escoamento da água transformou a entrada da casa de Seo Valdomiro Nunes, 70, na Rua Pedro Dibe, em uma lagoa.

“Tinha que ter uma saída para essa água que já está aqui na minha porta”, mostra o idoso enquanto faz a limpeza do quintal.

No Centro da cidade há pontos alagados pelo entupimento de bueiros causado pelo hábito de jogar lixo na rua.

A temperatura mínima marcada hoje em Campo Grande é de 17.2ºC (3 horas) e a máxima está prevista para 26ºC às 15 horas. A umidade saltou de 22% para 95%. “O inverno é a pior estação do ano porque o tempo é muito seco e a baixa umidade causa problemas respiratórios, de pele, nos olhos. Com a umidade melhora. O que acontece agora com essa chuva tem a ver com o fenômeno El Niño”, explica o meteorologista.

El Niño

El Niño - fenômeno pelo qual a mudança de temperatura da água no Pacífico afeta o clima em todo o mundo - pode modificar o padrão normal do clima em muitas regiões, provocando seca em alguns lugares e fortes tempestades em outros. Quando ocorre, inicia-se nos meses de setembro ou outubro, por volta do mês de dezembro a costa do Peru recebe as águas aquecidas. A nomeação de El Niño se dá pelo fato de seu início coincidir com o Natal, estabelecendo uma relação com o Menino Jesus.

O El Niño traz problemas para os pescadores peruanos, tendo em vista que o aquecimento das águas do Pacífico reflete na diminuição da piscosidade oriunda da corrente de Humboldt, que influencia diretamente a costa do Peru e do Chile.

Esse acontecimento climático resulta em alterações no clima, como, por exemplo, no regime das chuvas em diversos pontos do planeta. Apesar de se conhecer suas consequências, ainda sabe-se muito pouco acerca de sua origem e causas. Atualmente, há muitas teorias que tentam explicar o surgimento do fenômeno, mas sem nenhuma comprovação contundente.

No ano de 1982 esse fenômeno foi intensamente anunciado nos meios de comunicação. Um ano depois, a temperatura das águas do oceano Pacífico atingiu 5,1°C, aquecimento atípico. Apesar dessa atuação do El Niño ser considerada a mais forte já registrada, estudos contemporâneos indicam que as manifestações nos anos de 1972/73 foram mais ativas do que as ocorridas na década de 80.

Houve uma manifestação do El Niño em 1997, com o aquecimento das águas no mês de outubro. No ano seguinte, 1998, as águas do Pacífico atingiram 4°C de aquecimento anormal, o que consolidou o fenômeno, que apresentou uma força comparada a da década de 70.

Sua atuação promoveu mudanças efetivas no regime das chuvas, por essa razão houve períodos rigorosos de seca nos Estados Unidos, sudeste do continente africano, Indonésia, Austrália e América Central. Em contrapartida, houve precipitação além do normal nos países europeus mediterrâneos, no oeste da Índia e sul do Brasil.

No território brasileiro os reflexos do El Niño foram percebidos em diversos pontos do país, com destaque para a rigorosa estiagem que castigou a região Nordeste e as enchentes na região Sul, incluindo ainda a diminuição nos índices pluviométricos da região Norte, provocando secas e incêndios, como aconteceu no Estado de Roraima em 1998, quando o fogo devastou pelo menos 15% de seu território. (Com: brasilescola.com)

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Comentários (6)
20/08/2009 17:28
PT SAUDAÇÕES
SAUDAÇÕES@IG.COM.BR
É ISTO AI MINHA GENTE NINGUEM AGUENTA PAGAR A CONTA, TEMOS QUE PAGAR POR TUDO, ATÉ PELA FALTA DE EDUCAÇÃO DA POPULAÇÃO, ESTES NOSSO POVO NÃO TEM EDUCAÇÃO NEM DE BERÇO, COMO DISSE O COLEGA, JOGAM ATÉ SOFÁ VELHA NA RUA, NÃO É SÓ NAS RUAS NÃO E EM TODO LUGAR QUE SE VAI ATÉ NA ZONA RURAL, PELAS BEIRAS DAS ENTRADAS, É UM POVO NOJENTO MESMO!!, E QUEM TEM CACHORRO NEM SE FALA!!!, MIJAM E CAGÃO E TODO LUGAR, NOS PORTÕES DA GENTE E BRICAR ATÉ NA GENTE!!,

20/08/2009 15:59
juca
juca.juca@hotmail.com
QUANTO AS CHUVAS E ALAGAMENTOS EM CAMPO GRANDE ,ISSO TAMBEM É CULPA DOS PROPIOS MORADORES QUE JOGAM TUDO NA RUA E A PREFEITURA TEM QUE LINPAR,....POIS O POVINHO TEM CORAGEM DE JOGAR ATE SOFA VELHO NA RUA, PNEUS E OUTROS OBJETOS ,,,,,,QUANDO AS OBRAS DO CORREGO ISSO SIM JA É BRINCADEIRA POIS FICAMOS MESES SEM CHUVA E SO AGORA QUE RETOMARAM AS OBRAS POR QUE SERÁ?HA E O QUE ESTAO FAZENDO NAO TEM FUNDAMENTO MESMO , JA GASTARAM UMA FORTUNA COLOCANDO AQUELAS PLACAS QUE AS AGUAS DESTRUIRAM ,PENSEM UM POUCO MINHA GENTE ISSO NAO DA CERTO

20/08/2009 12:49
Simone Marchewicz
monemarchewicz@yahoo.com.br
... É muito fácil por sempre a culpa nos governantes da nossa cidade e do nosso Estado... porém a culpa maior é da própria população que não tem a cultura da limpeza, que joga o lixo nas ruas fazendo com que os bueiros entupam com um monte de tranqueiras, não limpam nem seus jardins, nem seus quintais, menos ainda a frente de suas residências... que ao invés de calçarem parcialmente suas casas, deixando um pedaço de terra para a drenagem das águas da chuva, lançam mão de cimentar tudo, com a intenção de não ter trabalho com limpeza de jardins... consequência disso... alagamentos, porque se a água não tem por onde escoar vai subir e entrar, sem ser convidada, nas próprias casas. Já passou da hora de cada cidadao fazer a sua parte, até para ter direito a reclamar e cobrar dos governantes. Em tempo, não estou defendendo nenhum governante, até porque eles também deixam muito a desejar, mas a população não está moralmente habilitada a cobrar, até porque pra se cobrar tem que dar o exemplo... fazendo a sua parte, é claro!

20/08/2009 12:43
Matias
matias_marques@hotmail.com
O Amigo, o André tem feito muito por Campo Grande sim, acho que vc nunca foi a escola a cidade se chama Campo Grande e não cempo grande como vc escreveu, depois paraiso se escreve com S e não com Z.

Um forte abraço

20/08/2009 12:27
Jairo Miranda
jairofm13@ig.com.br
Bom... agora que começou o período de chuvas, parece que a Prefeitura retomará as obras de urbanização do Prosa e do Segredo, além da operação tapa-buraco nos asfaltos da nossa linda Morena.
Que seria das Empreiteiras sem as intempéries, heim???
É de lascar....

20/08/2009 11:55
chicao da cota
chicaoalves11@hotmail.com
e ainda dizem que o andre fez de cempo grande um paraizo...e infrainstrutura urbana de campo grande é uma verdadeira piada...


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