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Especial

25/11/2009 15:45

Alunos denunciam suposto caso de racismo em escola pública

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Valquíria Oriqui

O diretor da escola estadual Arthur de Vasconcellos, Ionedes Villela Moreira, é suspeito de omissão e conivência em suposto caso de racismo ocorrido naquela unidade, na noite da segunda-feira (23). A denúncia foi feita por um pai de aluno ao líder do movimento negro de Campo Grande, Nilton Gomes Ferreira. Hoje, haverá ato público em frente da escola, localizada no bairro Estrela do Sul, em protesto contra .

O caso teria ocorrido da seguinte forma: na segunda-feira (23), dois meninos estavam andando em direção à quadra poliesportiva da escola quando uma menina, branca, desceu correndo e esbarrou em um deles. A menina foi até a sala do diretor e disse que o garoto havia passado a mão em suas nádegas. Em seguida, foi até a quadra da escola e começou a xingar o garoto, que é negro.

A menina branca teria usado termos racistas e agredido não somente ele, mas outros estudantes negros que estavam no local, naquele momento. Ela teria chamado os garotos de "macacos", “sujos”, “bando de pretos fedidos”. Uma outra menina, também negra, ofendida com os insultos, deu um tapa no rosto da garota branca.

Na terça-feira (24), um grupo de estudantes negros levou o caso até o diretor do colégio, Ionedes Villela Moreira. A reação do diretor foi surpreendente: ele advertiu o menino negro (que teria passado a mão na garota branca) e advertiu também a menina negra que deu o tapa no rosto da garota branca.

O diretor não teria considerado os testemunhos das pessoas que presenciaram os fatos. A garota branca, que teria proferido ofensas racistas, não foi sequer advertida, quanto mais punida. Ela já teria pedido transferência da escola.

A mãe da garota negra foi chamada à escola e se recusou a assinar a advertência. O diretor teria dito que ante a negativa, ela poderia ser obrigada a pagar uma cesta básica por mês para a menina branca.

A garota negra, de 17 anos, disse ao Midiamax que reagiu na medida em que foi insultada. Segundo ela, na escola estaria sendo comum ocorrências dessa natureza, sem que ninguém tenha sido punido até hoje.

Os alunos e pais se organizaram e vão fazer uma  manifestação às 19h, em frente à escola. Líderes do movimento negro de Campo Grande também estarão presentes. Negou tudo

O Midiamax entrou em contato com o diretor da escola, Ionedes Villela Moreira, por telefone. Ele alegou desconhecer qualquer tipo de manifestação programada para hoje à noite. Quando questionado sobre o que teria ocorrido, Vilela disse não saber de nenhum caso de racismo e pediu que o Midiamax entrasse em contato com a Secretaria de Educação para obter as respostas solicitadas.

O diretor também tentou impedir que a reportagem do Midiamax fotografasse a fachada da escola.

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Comentários (7)

28/11/2009 10:05
luis henrique-Cgrande-MS
kifoto@yahoo.com.br
Veja essa:Motorista bêbado e em alta velocidade atropela e mata pedestre.Foge. No trajeto vê uma pessoa de cor negra e o xinga; "ô seu macaco!" O pedestre chama a policia que prende o motorista bêbado em flagrante e sem direito a fiança. Enquanto isso pela morte do pedestre ele paga fiança e vai embora.Ou seja a lei pune com mais rigor quem pratica o crime de racismo do que quem atropela e mata alguem. Dá pra entender?Sei de casos em que pais ensinam os filhos a não se exporem muito ao sol, podem ficar pretos...Aos pais do aluno discriminado, acionem o estado e o processem por danos morais e discriminação, afinal o caso ocorreu dentro de uma escola estadual.Quanto a aluna branca,pare de ser assanhada, senão muitos vão querer passar as mãos na sua "nádega". Ao diretor da escola, admita o erro e peça demissão. " Fora diretor! Fora diretor!Fora diretor!

26/11/2009 09:12
Felipe
felipe_123@hotmail.com
Aluna(o)preconceituosa como essa tem que ser punida e o diretor também por ser conivente a um ato desse, ele não deveria nem ser professor quanto mais diretor.A escola tem o papel de ajudar a educar já que os pais não o fazem. Mas os pais também são responsáveis por criar filhos preconceituosos

26/11/2009 08:50
Marilia
mhist@hotmail.com
Acredito que há algo a ser esclarecido também. O garoto passou a mão nas nadegas da menina? e se isso ocorreu, ele foi punido com toda a razão. De forma alguma justifico o ato da menina, mas o garoto também agiu errado.

26/11/2009 08:36
Felipe
felipaocg@gmail.com
Com certeza o garoto deve ter passado a mão na garota, pois isso é comum nas escolas,mas ninguém faz absolutamente nada, cade o servidor que ganha dos cofres públicos "inspetor(a)"? nunca esta presente pois só fica na diretoria puxando saco do diretor(a).

26/11/2009 08:28
Airton
mr.airton@zipmail.com
Lamento muito que essa seja a realidade desta escola, eu que estudei no Arthur do 1º ano do ensino fundamental até o 1º ano do ensino médio a mais de 10 anos atrás, noto que a escola perdeu em muito sua qualidade, talvés por culpa de todos , hoje vejo muitos alunos migrando pois a violência e consumo de drogas são comuns na escola e arredores, lamentavel.

26/11/2009 08:12
CELMA
celma_nina@hotmail.com
Acredito que o nome dado ao fato ocorrido seja ele injúria,racismo ou qualquer outra nomenclatura, não importa. O que importa são as ações tomadas para coibir esse tipo de caso. Acredita-se que a escola seja um lugar onde se procura formar cidadãos. Caso a autoridade máxima dessa instituição tenha sido omissa, deve-se fazer mesmo uma manifestação contra esse tipo de preconceito. Quando será que as pessoas vão entender que somos todos iguais? Independente de etnia, cor, religião ou opção sexual?

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