Ao menos 90 servidores da Unei (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco, órgão estadual que abriga cerca de cem menores infratores, cruzaram os braços nesta manhã. A partir de hoje, os funcionários de lá vão adotar o que chamam de operação tartaruga e só prometem resolver os casos tidos como emergenciais.
Os funcionários protestam contra a retirada de um adicional em seus salários, pela exposição aos riscos de morte, informou a presidente do Sindsad (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Administração do Estado de Mato Grosso do Sul), Lílian Fernandes.
O manifesto deve se estender as outras Uneis do Estado, como Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã. A sindicalista disse ainda que os servidores das Uneis brigam pelo benefício desde 2008.
Enquanto durar a operação tartaruga os internos da Unei Dom Bosco não devem praticar nenhuma atividade, uma delas a de assistir as aulas, que deveriam reiniciar hoje de manhã.
Lílian informou que os servidores ficaram mais insatisfeitos porque o governo, em recente decisão, determinou o pagamento de um adicional por risco de morte aos servidores do Detran. Na interpretação da sindicalista, o governo foi injusto com os servidores das Uneis, que “enfrentam riscos diários” bem superiores aos do Detran.
A presidente do Sindsad disse que havia tratado o assunto com o secretário Wantuir Jacini (Segurança Pública), e que ele iria estudar o caso. Nesta manhã, Lílian tentava de novo uma audiência com o secretário.