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Especial

09/02/2010 19:13

O sol se escondeu em dia de adeus ao cantor Délio

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Jacqueline Lopes


“O sol hoje foi embora”. (Antonieta Alves Barbosa, empresária de Aquidauana)

A morte do cantor Délio, ícone da música regional, vai deixar saudades, diz dona Antonieta Alves Barbosa, 89, empresária de Aquidauana, que aguardava a chegada do cortejo que deixou a Câmara Municipal e seguiu ao cemitério Jardim da Paz, na saída para Sidrolândia, perto do frigorífico Marfrig.

Ao menos cem pessoas acompanharam nesta tarde o velório e depois seguiram em cortejo para o cemitério.

Pela manhã, autoridades enviaram as coroas de flores, mas não puderam estar no momento da despedida. O velório aconteceu no plenário da Casa de Leis. Ao lado, a sessão da Câmara transcorreu normalmente.

Adeus

À tarde, na Câmara, ao som do violão o músico Castelo, da dupla Castelo e Mansão, tocou um chamamé acompanhado de um sanfoneiro de Délio e Délinha. A marca deixada por Délio na música brasileira foi traduzida ao som do hino nacional tocado por um trompetista.

Figuras como o presidente da Fundação de Cultura, Américo Calheiros, os músicos Tostão [da dupla Tostão e Guarani], Délia [companheira de profissão], Maciel Côrrea, Lenilde Ramos, Simona, Castelo, João Paulo [filho de Délio], o repórter fotográfico Roberto Higa, o radialista Brejinho entre outros se despediram do amigo.

O caixão deixou a Câmara sob aplausos.

O cortejo seguiu pela Avenida Ricardo Brandão, e quando passou perto da obra de recuperação da Avenida Ceará, onde foi aberta um cratera, o operário Marcos Antônio tirou o chapéu, em sinal de respeito. “Gosto muito da música dele [Délio], O Sol e a Lua. Ele foi importante com certeza porque as músicas são as raízes do nosso Estado e ele levava nossa música por onde ia”, disse.

Família

No cemitério, a esposa com quem viveu por 34 anos e teve dois filhos, Olanda Roque, 54, preferiu ver de longe o sepultamento (17h30).

 “Hoje o dia está nublado e vem chuva ai. Ele [Délio] dizia que queria morrer em dia de muita chuva”, disse. Chorando, ela abraçou os filhos do casal, o comerciante Weiber Alfeu Roque, 31, e a filha, atendente de telemarketing Tatiane Glaciele Roque, 20.

Olanda e Délio têm um neto, Lucas, de 10 meses, filho de Weiber.

“Fica agora a reflexão de que o poder público precisa enxergar o mundo artístico. É uma perda, mas vamos ter o Délio para sempre porque sua música fica”, sintetiza o radialista, vereador Alcides Bernal, amigo do cantor.

Os irmãos Jackson e Jeferson, 26, jovens alegres, conhecidos na Câmara, também se despediram do artista.

Em alguns pontos da cidade garoou e apareceu arco-íris.

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Comentários (1)

10/02/2010 12:05
Elezio Correia de Mello
eleziocorreia@hotmail.com
Délio vai deixar saudade,pelo seu jeito simples de ser, pelas belas canções. Morreu pobre, mas deixou um legado muito rico para nossa música regional.

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