Midiamax
BUSCA: 
Espaço do Leitor
Espaço do leitor
 Capa

 Últimas Notícias

 Municípios

 Política

 Geral

 Polícia

 Brasil

 Esportes

 Loterias

 Negócios

 Economia

 Mundo

 Cultura e Lazer

 Agronegócios

 Cinema

 Marketing

 Bastidores
Articulistas





Blog
 Alex Fraga

 Ana Cavalheiro

 Aves e Notícias

 Circulando

 Cozinha de Raízes

 Eugênia Amaral

 Festas e Eventos

 Nilson Pereira

 Pecuária MS
 
Mais Lidas
01 Confira os vídeos da Operação Uragano

02 Artuzi é transferido para delegacia da Capital por medida de segurança

03 Artuzi sabia que esquema estava sendo gravado, diz jornalista

04 Veja os números sorteados no concurso 1210 na Mega-Sena

05 Artuzi já se condenou nas gravações, diz especialista judiciário

Indicadores
Dólar R$ 1,723
Soja (60Kg) R$ 39,50
Arroba vaca R$ 80,00
Arroba boi R$ 86,00
Boletim
Receba notícias em seu E-mail
Redação
(67) 3324-0082
Enviar E-mail
Especial

12/02/2010 11:30

Professora cega passa em concurso, mas é barrada

Aumentar texto Diminuir texto

Jacqueline Lopes


Aprovada em 1º lugar entre os deficientes visuais que fizeram o concurso público da Secretaria Municipal de Educação no ano passado, a pedagoga Telma Nantes, trava uma batalha para conseguir assumir a vaga de professora de Educação Infantil.

Enquanto em cidades paulistas existem professores portadores de deficiência visual, em Campo Grande, a profissional foi considerada inapta por não ter condições de corrigir cadernos e provas. Telma Nantes ocupa o posto de presidente do Instituto dos Cegos e também é vice-presidente da entidade nacional.

Segundo ela, o poder público deve dar exemplo de inclusão social e como professores de Educação Infantil têm auxiliares, a pedagoga garante que não teria problemas para lecionar. Ela acionou a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul), a Assembleia Legislativa e espera que a Prefeitura reveja a situação.

Discriminação

Segundo Telma Nantes, quando teve que ser entrevistada pela equipe multidisciplinar da Secretaria de Educação, foi surpreendida pelas risadas de um médico que teria dito: “Como você pensa que vai ensinar desse jeito?”.

“Foi um ato de discriminação devido o preconceito da equipe multiprofissional com pessoa de deficiência”.

“Na hora eu fiquei quieta por medo de não ser nomeada. Eu sei que o prefeito não sabe o que acontece, mas todo professor tem um auxiliar. Eu que crie as minhas metodologias ou seja adequada a um espaço porque tenho certeza que tenho muito o que contribuir”.

No ano passado, na hora da inscrição, a pedagoga protocolou os documentos, pagou R$ 70, 00 e o concurso aconteceu no dia 13 de dezembro de 2009. “Passei fiz a prova de títulos. Não estudei. É meu saber puro”.

Outro lado

Segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, a pedagoga Telma Nantes de Matos fez o concurso e foi aprovada na prova escrita, mas foi considerada inapta pela comissão de avaliação.

A comissão de avaliação é composta de uma fisioterapeuta, dois pedagogos, um médico e um psicólogo. “Ao inscrever no concurso o candidato toma ciência que passara pela comissão de avaliação. Esta avaliação é aplicada em todos os concursos. As regras do concurso estão publicadas no suplemento do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), do dia 03.11.2009. A Prefeitura de Campo Grande segue a Lei Federal de 3.299 de 20 de dezembro de 1999”.

Porém, segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, está sendo avaliada uma saída para a situação. Detalhes sobre as questões discriminatórias, denunciadas pela pedagoga não foram detalhados na nota à imprensa.

Inclusão

Uma notícia relacionada ao tema veicula na Internet no site e-educador – ‘Cego desde os 7 anos o professor José Carlos da Silva dá exemplo de superação e serve de inspiração à categoria que comemora sua data hoje’.

Deficiente visual após contrair meningite aos 3 anos, o professor de geografia José Carlos da Silva, de 40 anos, há 20 no magistério, tinha 7 anos quando começou a ser alfabetizado em braile. Passava horas imaginando como seriam as paisagens relatadas pelos professores em sala de aula. Foi quando decidiu abraçar o ofício de lecionar a matéria como carreira profissional.

“Ficava viajando sobre como seriam as imagens de verdade”, lembra. Até a formatura, enfrentou uma série de obstáculos até assumir a própria turma em uma escola estadual na região de Suzano, na Grande São Paulo, onde leciona até hoje. Alguns de seus alunos, com a mesma limitação visual que ele, agora não precisam enfrentar mais tantas dificuldades como as que passou.

“Na minha época não era como hoje. Agora as escolas tem mobilidade, elevador, piso podotátil e material didático em braile e em áudio”, afirma. Desde 2001, ele e a direção da Escola Estadual Professora Leda Fernandes Lopes criaram um projeto de inclusão para alunos e moradores da comunidade que também não enxergam.

Com a proposta, Silva faz mais do que alfabetizar em braile. “Muitos não nasceram cegos, mas perderam a visão pelos mais diversos motivos, muitas vezes já com certa idade”, diz. “Eu os ensino a andar com a bengala e a se inserirem novamente no mercado de trabalho depois de participar de oficinas profissionalizantes.” Atualmente, tem cerca de 20 alunos, de oito a 60 anos de idade.

Uma das histórias de superação que mais o comoveu foi a de um garoto que era “escondido” em casa pela família por causa da deficiência visual. “Ele não saía, não era levado a lugar algum. Veio para a escola depois de convencermos os pais. Hoje não só está alfabetizado como ganhou autonomia, trabalha e está casado.”

O professor também leciona para alunos que enxergam. Garante nunca ter tido problemas. “Piadinhas acontecem, mas é normal nesse ambiente. Faço tudo o que um professor que enxerga faz. Passo lição na lousa, desenho mapas, ensino informática.” Nas provas, uma secretária o auxilia a vigiar a turma para não colar. Quem o auxilia na correção é a mulher dele, Adriana, 40 anos, também professora. O casal tem um filho, Brian, de 18 anos, modelo profissional. Mãe e filho enxergam.

(Fonte: Agora / Jornal da Tarde (15.10.2009) Rejane Tamoto / Luisa Alcalde)

Comentários (20)

15/02/2010 10:01
Sidney Pedro
sidney@sidtec.com.br
Então porque deixaram ela fazer fazer o concurso? Se ela passou e agora não querem que ela lecione, então paga o salário de professora pra ela, porque competência ela mostrou que tem, parabéns Telma.

15/02/2010 00:46
Adriano Garcia
adrianogarciavet@gmail.com
Alguém falou: "cego é cego".
Continuo: surdo é surdo, cadeirante é cadeirante, e, ignorante é ignorante!
Em algum desses casos, deixaram de ser cidadãos?
Além do respeito para com a Telma, deveríamos tê-la como exemplo de superação, capacidade e dignidade.
Querem tirar a vaga dela, e aí? Colocarão em seu lugar uma pessoa que fez menos pontos que ela?
Realmente a justiça é cega! Não anda enxergando mais nada...
Lute pelos seus direitos Telma, estamos com você!
Adriano Garcia - cadeirante.
http://acessibilidadems.blogspot.com

14/02/2010 11:56
Ina
inasser@terra.com.br
Já está mais do que na hora do Brasil acabar com os preconceitos de qualquer ordem.Somos todos cidadãos com o direito de sermos inseridos no mercado de trabalho

13/02/2010 15:53
Lysa keller
Lisakeller@hotmail.com
Sou educadora e leciona na Educaçã Infantil, tanbém sou ma~e de 3 filhos, tanto como prefessora, como mãe, defendo a permanencia desta lutadora em sala de aula, não ~´e o ato de ver que faz uma bom educador, conheço vários que enxergam como aguias e ensinam como antas, acredito até que por ter desenvolvido outras habilidades na falta da visão ela tem muito mais sensibilidade do que nós, ditos normais; E que belo exemplo para nossas crianças, um exemplo de luta, de superação, acho que seria incrível para estes alunos.
Falando em exemplo, por onde anda o bom senso, é muito fácil falar em inclusão, quando usamos a caneta para decidir o futuro de um ser humano, nó seducadores temos que receber em sala todos alunos matriculados, independente de sua "deficiencia", pq os alunos não deveriam receber os educadores com as suas??????????????

13/02/2010 13:19
jose dias
josedias@hotmail.com
Cega é cega e ponto.

13/02/2010 09:31
antonio
marques_antoniof@hotmail.com
não é deficiência física que irá dar um melhor aprendizado a criança e sim a competência da profissional.tem vários profissionais que não sofre nenhuma deficiência e não são aquelas coisas todas. sou de acordo com a inclusão da telma e que refejam a situação dela. então porquê acitaram que ela fisesse a inscrição...

Próximo 
Entrevista
Santa Casa revisa contratos terceirizados para equilibrar as finanças
Charge do dia
Charge
Galeria
DEBATE
Artigo do dia
João Campos
Homem público não tem sigilo
Entrevista
Santa Casa revisa contratos terceirizados para equilibrar as finanças
Agenda
  Cinema
Teatro
Shows
Exposições
Loteria
Mega-Sena acumula e pode pagar hoje R$ 31 milhões
Jornais
Manchetes do Dia
Bastidores
 
Delongas
 
Parcialidade
 
Provocação
 
Brincou
 
Fora do ninho
 
Balança
 
Lamentos
 
Outro tema
 
Flagrante
 
Guarda-roupa
Charge do dia
Charge
Pesquisa
Jovem é assaltado após sair de supermercado na Capital
Galeria
DEBATE
Artigo do dia
João Campos
Homem público não tem sigilo
Entrevista
Santa Casa revisa contratos terceirizados para equilibrar as finanças
Especial
Chelsea explicita interesse, mas nega aliciar Neymar
Agenda
  Cinema
Teatro
Shows
Exposições
Loteria
Mega-Sena acumula e pode pagar hoje R$ 31 milhões
Bastidores
 
Delongas
 
Parcialidade
 
Provocação
 
Brincou
 
Fora do ninho
 
Balança
 
Lamentos
 
Outro tema
 
Flagrante
 
Guarda-roupa
Jornais
Manchetes do Dia
Indicadores
Dólar R$ 1,723
Soja (60Kg) R$ 39,50
Arroba vaca R$ 80,00
Arroba boi R$ 86,00