Midiamax
BUSCA: 
Espaço do Leitor
Espaço do leitor
 Capa

 Últimas Notícias

 Municípios

 Política

 Geral

 Polícia

 Brasil

 Esportes

 Loterias

 Negócios

 Economia

 Mundo

 Cultura e Lazer

 Agronegócios

 Cinema

 Marketing

 Bastidores
Articulistas





Blog
 Alex Fraga

 Ana Cavalheiro

 Aves e Notícias

 Circulando

 Cozinha de Raízes

 Eugênia Amaral

 Festas e Eventos

 Nilson Pereira

 Pecuária MS
 
Mais Lidas
01 Confira os vídeos da Operação Uragano

02 Artuzi é transferido para delegacia da Capital por medida de segurança

03 Artuzi sabia que esquema estava sendo gravado, diz jornalista

04 Veja os números sorteados no concurso 1210 na Mega-Sena

05 Artuzi já se condenou nas gravações, diz especialista judiciário

Indicadores
Dólar R$ 1,723
Soja (60Kg) R$ 39,50
Arroba vaca R$ 80,00
Arroba boi R$ 86,00
Boletim
Receba notícias em seu E-mail
Redação
(67) 3324-0082
Enviar E-mail
Cultura e Lazer

06/03/2010 14:00

Mulheres índias querem fim de “cultura da violência” nas aldeias

Aumentar texto Diminuir texto

Valdelice Bonifácio


Elas deixaram os afazeres nas aldeias onde moram e hoje pela manhã estiveram na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande para fazer um pedido: querem o fim da cultura da violência que atinge mulheres indígenas. Em meio ao evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, elas chamavam a atenção expondo o autêntico artesanato indígena e cobrando atenção das autoridades.

Priscila Maciel Guarani, da Reserva Indígena Bororó, em Dourados, é uma liderança entre as mulheres indígenas e reivindica a presença do poder público nas aldeias. “Agora, nossa ação é voltada para as jovens indígenas. Algumas foram abandonadas em sua infância e hoje são mães aos 13 ou 14 anos”, explica.

A gravidez é resultado de uma cultura de violência que existe nas aldeias, segundo Priscila Guarani. “As meninas são violentadas, muitas vezes pelos próprios padrastos”, denuncia. “O pior é que quando a gente procura os caciques para reclamar da situação o que mais se ouve é eles dizerem que é cultural”, reclama.

Priscila se cansou de ouvir tais respostas e hoje luta para que políticas de prevenção à violência cheguem às aldeias.

Susi Guarani, filha da conhecida liderança indígena Marta Guarani, falecida em 2003, concorda que a gravidez na adolescência está entre os maiores problemas que assolam as aldeias do Estado. “O que se vê é uma criança cuidando de outra criança”, relata.

Próximo à banca de Priscila, também expondo o artesanato está a jovem Silmara Terena de 19 anos. Ela explica que não pode falar com a imprensa a menos que o cacique permita.

Dionedson Terena, o cacique da aldeia Água Bonita, em Campo Grande, que acompanhou Silmara e um grupo de mulheres indígenas ao evento na praça libera o diálogo.

Então, Silmara conta orgulhosa que confecciona colares. A jovem também se dedica aos estudos, mas não tem pretensões de viver de forma diferente de suas antepassadas. Sobre o domínio masculino, ela não se incomoda. “É assim mesmo. Dá uma sensação de proteção”, revela.

Dionedson Terena conta que a discussão sobre a importância das mulheres já chegou a aldeias, mas o papel delas, por uma questão de tradição, permanece secundário. “As mulheres terenas não participam das reuniões”, comenta.

Ele conta que na Água Bonita não há registros de violência contra as mulheres. “Lá é tudo tranqüilo”, assegura. Contudo, o cacique analisa que o combate a este tipo de problema cabe às lideranças indígenas.

O evento de hoje foi organizada pela setorial feminina do PT (Partido dos Trabalhadores). Kátia Guimarães, Secretária da Setorial das Mulheres do partido, diz que o ato deste ano é especial por está completando 100 anos do dia 8 de março.

Uma das idéias do evento era justamente reunir mulheres para denunciar as várias formas de violência praticadas na sociedade. “Nestes 100 anos houve grandes avanços. As mulheres votam, estão inseridas no mercado de trabalho, mas ainda há um grande caminho a se percorrer”, conta Kátia Guimarães.

Ela estima que pelo menos 500 mulheres tenham participado do evento petista em alusão ao Dia 8 de Março.

Participaram do evento, lideranças do PT como o senador Delcídio do Amaral, os deputados federais Antônio Carlos Biffi e Vander Loubet, os estaduais Paulo Duarte, Pedro Teruel, Pedro Kemp e Amarildo Cruz e os vereadores Thais Helena, Cabo Almi e Paulo Pedra, este último filiado ao PDT. O ex-governador Zeca do PT e a esposa dele Gilda Gomes dos Santos também compareceram.

Comentários (5)

07/03/2010 07:45
Jacy Correa Curado
jacycc@terra.com.br
Parabéns Katia e secretaria de mulheres do PT pelo evento, principalmente por serem as mulheres indias as protagonistas nesse 8 de março! Jacy Curado

06/03/2010 20:25
Secretaria de Mulheres PT / MS
mulherespt_cg@hotmail.com
8 de Março - 100 anos de luta / Mudando a história e conquistando o futuro

06/03/2010 18:47
kelly costa
kelly13costa@hotmail.com
É importante lembrar que as delegacias da mulher são fechadas aos finais de semana ... onde acontece em maior numero a violencia domestica / No governo do Zeca as delegacias funcionavam normalmente, pq hj não é mais assim ? Não dá para entender ! Ou dá ....

06/03/2010 17:17
augusto araújo
augustoaraujo_vet@yahoo.com.br
Parabéns às mulheres indígenas. Estupro é crime, violência também, não podemos consentir com isso, atribuindo à cultura; isso é uma justificativa injusta e desumana

06/03/2010 15:40
fran
franciack@hotmail.com
Parabéns ao PT pelo evento, mostrando realmente que é um partido comprometido com as causas e movimentos social. Viva o PT, viva Lula, viva Zeca !! Rumo à vitoria!!!

17h43
Antologia de John Lennon incluirá 13 gravações inéditas
07h55
No cinema, 'Nosso Lar' conta transição de médico após a morte
20h10
Dançarinos de MS participam de congresso de dança em SP
Charge do dia
Charge
Enquete
Qual candidato venceu o debate na Fetems?
Nei
Puccinelli
Zeca
não assisti
não sei
Ver resultado
Galeria
DEBATE
Artigo do dia
João Campos
Homem público não tem sigilo
Entrevista
Santa Casa revisa contratos terceirizados para equilibrar as finanças